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Biden planeja cancelar dívidas de empréstimos estudantis, 23 milhões de americanos podem ser afetados

MADISON, Wisconsin – O presidente Joe Biden anunciou na segunda-feira (8 de abril) planos para aliviar a dívida estudantil que beneficiaria pelo menos 23 milhões de americanos, abordando uma questão importante para os jovens eleitores de cujo apoio ele precisa enquanto busca a reeleição em novembro.

Os planos, que o presidente democrata detalhou em Madison, Wisconsin, incluem o cancelamento de até US$ 20.000 (S$ 26.938) de juros acumulados e capitalizados para os mutuários, independentemente da renda, que a administração de Biden estima que eliminaria a totalidade desses juros para 23 milhões de mutuários.

Os eleitores progressistas, que Biden espera que o apoiem contra o adversário republicano Donald Trump, há muito que instam a Casa Branca a resolver a dívida dos empréstimos estudantis. A administração de Biden tomou uma série de medidas, apesar do Supremo Tribunal dos EUA ter bloqueado o seu plano inicial no ano passado.

A questão continua no topo da agenda dos eleitores mais jovens, muitos dos quais estão preocupados com a política externa de Biden na guerra em Gaza e culpam-no por não ter conseguido um maior perdão da dívida. Os republicanos consideraram a abordagem de perdão do empréstimo estudantil de Biden um exagero de sua autoridade e um benefício injusto para mutuários com ensino superior, enquanto outros mutuários não receberam tal alívio.

Os novos planos de Biden incluem o cancelamento automático da dívida para mutuários elegíveis para determinados programas de perdão, que iniciaram o reembolso há décadas, que se inscreveram em programas de baixo valor financeiro ou que estão a passar por dificuldades.

“Este alívio pode mudar vidas”, disse Biden em Madison, no momento em que o eclipse solar total na América do Norte agraciava a região. “Pessoal, nunca vou parar de oferecer alívio de empréstimos estudantis para americanos que trabalham duro... É para o bem da nossa economia.”

Ele acrescentou que, se for reeleito nas eleições presidenciais de novembro, fará grandes esforços para tornar as faculdades comunitárias gratuitas.

Se os planos mais recentes forem finalizados após um período de comentários públicos, entrarão em vigor já neste outono, disse a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, aos repórteres numa teleconferência detalhando os planos. Combinadas com as ações anteriores da administração, beneficiariam mais de 30 milhões de americanos, acrescentou Jean-Pierre.

O senador norte-americano Bill Cassidy, o principal republicano no painel de educação do Senado, disse que tais “esquemas de empréstimos” simplesmente transferem o custo da dívida para outros.

“Esta é uma manobra injusta para comprar votos antes de uma eleição e não faz absolutamente nada para resolver o elevado custo da educação que coloca os jovens novamente em dívida”, escreveu Cassidy num comunicado.

Até à data, a administração afirmou ter aprovado 146 mil milhões de dólares em alívio da dívida estudantil para quatro milhões de americanos.

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